Depoimentos

 

“Mesmo antes de receber o prêmio da Aurora, eu estava falando com as pessoas que aqui foi o melhor lugar para estrear meu filme. Não digo isso para todos os filmes, são filmes específicos, que o Cleber chamou de filmes inquietos. Filmes mais experimentais, autorais e muitas vezes com baixíssimo orçamento e ao mesmo tempo com uma liberdade e inquietação maior. Então para esses filmes estrear na Aurora ou em Tiradentes em geral, pode ser o melhor caminho. Aqui é muito bom, você consegue trocar muita ideia, consegue um bom espaço de repercussão na mídia e isso muitas vezes é mais importante do que o prêmio.”
Allan Ribeiro – diretor do “Mais do que eu possa me reconhecer” vencedor da Aurora de 2015 – RJ

 “A provocação é um movimento, um lugar de discussão, de reflexão, de pensamento, de fazer com que a produção não seja uma produção que simplesmente está ali para ocupar um espaço, mas para movimentar um espaço. O que a gente produz aqui não é um cinema comercial ou um cinema de enfeite que está ali na prateleira para ser contemplada, mas é um cinema de mistura, que gera encontros para a discussão, discordâncias e é pra isso que a Mostra existe.”
Andrea Pires - diretora de “Vando Vulgo Vedita” - CE

“Eu tenho estado sempre presente, desde 1999, quando assumi a Secretaria de Cultura no governo Itamar Franco. E quando ocorreu a segunda Mostra logo no início de janeiro, nós nos preocupamos em viabilizar todo o apoio para garantir a segunda edição. Chegamos a 20ª e mais uma vez assumi a Secretaria de Cultura, agora com o Fernando Pimentel, e ele é mais um entusiasta e por isso nós estamos aqui celebrando esses 20 anos da Mostra, que fez desse grande festival de cinema tiradentino, o marco portal do ano cinematográfico no Brasil. Hoje, a Mostra de Tiradentes é uma grande referência no audiovisual brasileiro e internacional. Ela abre o ano cinematográfico do país e isso é uma honra para Minas Gerias e nós comemoramos com o maior entusiasmo. A Mostra baliza tudo que vai acontecer ao longo do ano cinematográfico e é importante que Tiradentes seja essa referência, uma cidade tão rica culturalmente. Nós aplaudimos a iniciativa da Universo Produção”
Angelo Oswaldo – Secretário de Cultura do Estado de Minas Gerais – MG

“Os fazedores de arte, não só para os cinéfilos, mas todos aqueles que estão envolvidos com cultura, com a questão política e social, essa Mostra premia todos e todas as pessoas de bem, que pensam num país por inteiro, mais honesto e mais transparente. Essa Mostra que Raquel e Fernanda, que traça e desenha essa Mostra toca em pessoas mais distantes. Chegar a 20ª Mostra com essa sensibilidade não é a toa que a Mostra é mulher, é feminina. Vi filmes, participei de debates, troquei experiências e acho que é esse o alimento que a gente procura. Da discussão nasce à luz, não basta só fazer, tem que participar e é isso que sinaliza a Mostra. Envolve todos com oficinas, com seminário, debates, tem projeto para as crianças. Tem projeto para atender todas as faixas etárias. Acho que isso premia tudo. É um festival que tem um pensamento muito grande.”
Antônio Pitanga – ator – RJ

“Até o ano passado eu vim com todos os meus filmes e isso é uma coisa muito importante. Exibi meus todos os meus filmes, curtas, médias e longas. Minha participação e contribuição vieram na formação de quadros para o cinema. Minhas equipes profissionais de hoje, são oriundas dessas oficinas. É muito legal! Temos um longa exibido na praça, do Luis Felipe Fernandes que foi meu assistente. O longa do André Lage, que foi meu aluno. Tem três curtas do Thiago Morandi que também foi meu aluno. Muita gente foi formada através dessa oficina. Vários cineastas.”
Luiz Carlos Lacerda – cineasta e instrutor da oficina “Realização em curta digital” – RJ

“Acho que Tiradentes traz um estado de contemplação, de deixar a poeira abaixar através da comida, através das artes, das pessoas. Estou gostando de passear ela cidade e estou com o coração na boca tentando descobrir o que vai tocar as pessoas que assistirem ‘Pitanga’. Eu já conhecia o festival, mas ainda não tinha tido a oportunidade de vir. Fiquei muito emocionada com a abertura. Leandra é uma amiga – irmã. Nós duas somos atrizes, mães e estamos estreando nessa carreira de diretora de cinema e nesse festival incrível.”
Camila Pitanga – diretora de “Pitanga” – RJ

“Eu freqüento a Mostra desde a 2ª edição. Acho fundamental para o crescimento do cinema brasileiro, para a formação de técnicos nessa área, que só enriquece o estado e o país. Como mulher eu acho maravilhoso ressaltar o trabalho de cada uma das homenageadas. Ser mulher num país machista como o Brasil não é fácil. Quanto mais exposição e visibilidade a gente tiver, melhor para que a nossa ascensão sejam maiores.”
Claudia Moisés – jornalista e público– MG

“A parte cinema em reação é uma constatação, isso já vinha nos últimos anos. Filmes que reagem à sociedade, ao tempo histórico, que dão uma resposta as questões que afligem os realizadores. Então isso é uma constatação. A provocação está na reinvenção, porque eu acho que essa reação precisa vir acompanhada de criatividade, de uma preocupação formal, de uma consciência de que a tela é um espaço que as coisas são colocadas de certa forma. O questionamento é de que forma é essa? Porque os conteúdos politizados em si não carregam uma potência quanto eles estão no cinema. Essa potência vai ser dada pelo modo que se aborda essas questões políticas. Essa área do audiovisual, a gente precisa estar sempre provocando. Eu acho que assim, 20 anos tem o valor em si, quer dizer, um evento no interior de Minas, que dure 20 anos atravessando quatro governos, crises econômicas, crises dentro do cinema e isso já é um valor. Dentro desses 20 anos, eu participo desde a metade. Houve uma inclinação para certo lugar mais autoral e radical, mas isso só foi possível pelas vezes que vim como convidado e percebi que dentro do espaço da diversidade dos filmes havia sessões com filmes muitos radicais já. Lembrando que Lavoura Arcaica ganhou júri popular. Serras da Desordem teve sua primeira exibição aqui. Já era um festival que tinha certa diferenciação em relação aos outros festivais que eu conhecia. Isso me deixou muito a vontade de quando estava aqui, propuser, então vamos pisar no acelerador nessa direção e ver o que acontece. Essa experiência durou 10 anos, porque ela ainda está cumprindo uma missão, a hora que ela não cumprir essa missão, nós vamos ter que repensar tudo.”
Cleber Eduardo – curador da Mostra de Cinema de Tiradentes – SP

“É o primeiro contato que eu tenho com o material depois de filmar. É um filme que ainda não está pronto. Só aceitei me expor por serem 20 anos da Mostra e por ser uma homenagem a Helena Ignez, uma das maiores influencias para o cinema brasileiro, uma grande atriz e mulher muito sensível que topou essa empreitada de fazer um filme sem orçamento. É difícil fazer uma análise profunda da Mostra de Cinema de Tiradentes, primeiro porque ela foi à porta de entrada para uma nova geração de realizadores, a qual eu faço parte, surgisse e tivesse a possibilidade de mostrar seu trabalho. O que mais me atrai nessa mostra é que os filmes vem acompanhados de uma profunda reflexão, essa torça profunda do ato de se fazer filmes, não só projetar, mas pensar nesses filmes e como eles nos afeta no dia-a-dia. É sempre prazeroso estar aqui e nessa data de 20 anos, eu me sinto lisonjeado por estar mostrando esse trabalho ainda não finalizado aqui.”
Cristiano Burlan – diretor de “Antes do Fim” - SP

“A Mostra representa um dos poucos espaços que resistem hoje pra gente poder mostrar os filmes. Uma produção que não compactua necessariamente com o que é o grande mercado audiovisual, então é tanto importante a gente ter esse cinema de resistência, como ter o espaço pra mostrar. Eu acho que são dois segmentos que trabalham com um objetivo comum, embora muito diferentes. A organização de um festival que valoriza essa produção e que... eu imagino que eles têm um trabalho enorme pra fazer esse festival, inclusive agora, que está tendo esse julgamento de financiamento. Eles estão lutando muito. E a gente luta do outro lado pra fazer os filmes. Eu acho que são duas lutas que se juntam com um mesmo objetivo, que é fazer o público interagir e refletir com essas temáticas. Além de toda importância no papel social e político, esse festival tem uma coisa de uma personalidade e identidade. Quando se fala da Mostra de Tiradentes, você pensa que além de vir mostrar os filmes, ela é também sobre encontrar o pessoal, ficar interagindo, ir para os bares conversar, rever um monte de gente. É um lugar muito acolhedor, então eu acho que é muito especial a Mostra. E essa coisa de ter começado numa tenda e virar isso que virou hoje mostra assim... E te juro por Deus, é um dos festivais mais bem organizados que eu já vi, não só no Brasil, e eu já fui para muitos festivais lá fora e esse aqui. Eu nem sei quem são as pessoas que organizam, mas ele parece que é funciona sozinho. Claro que tem uma equipe inteira atrás, mas ele é tão bem organizado que é muito legal. A organização aparece no próprio movimento.”
Eliane Caffé – diretora “Era o hotel Cambridge” – SP

“A curadoria tem que ser exposta e debatida nos festivais, colocando um debate com os curadores para apresentar o tema, o recorte, a proposta de uma edição. A temática desse ano que traz a representatividade tem que ser questionada e tensionada. O debate de abertura com os curadores tem que fazer um convite às dúvidas do que apresentar certezas, e nesse sentido e Tiradentes faz isso muito bem.”
Fabrício Cordeiro – crítico e jornalista – GO

“Fico feliz e acho importantíssimo esse prêmio e a crítica ter dado esse prêmio para uma função técnica que geralmente é ocupada por homens. Esse prêmio vai estimular mais mulheres a ocupares essas funções.”
Fernanda de Sena – diretora de fotografia de “Baronesa” e vencedora do prêmio Helena Ignez – MG

"20 anos é uma façanha que nós precisamos e devemos comemorar. A Universo Produção conseguir colocar 20 anos seguidos a Mostra de Cinema de Tiradentes, tem outras, Ouro Preto e Belo Horizonte, mas aqui é a pioneira. Vim aqui para saudá-los e comemorar com eles essa façanha. A temática política tem muito a ver com o momento que nós estamos vivendo e aqui eu pude dizer isso. O cinema é uma arte que nos faz pensar, chorar, sonhar, rir e nos ajuda a viver. Quanto mais difícil os tempos políticos, mais necessárias a arte para nos ajudar a refletir e achar caminhos para enfrentar as dificuldades. “Estou muito feliz com essa comemoração.”
Fernando Pimentel – Governador do Estado de Minas Gerais – MG

"A gente trabalha há 20 anos com cinema e no Maranhão, que é um Estado que não tem muito recurso para a área do cinema. A gente trabalha com cinema autoral, cinema independente e acredita nesse cinema. Ganhar a Mostra Olhos Livres é muito importante, é um reconhecimento de 20 anos de trabalho. Um trabalho quase solitário, com poucas pessoas apoiando e assistindo e vir para uma Mostra tão bela e tão importante como a Mostra de Tiradentes e ser premiado é muito gratificante. A seleção já foi um prêmio. Estar participando dessa festa do cinema brasileiro é muito legal. Eu vejo a Mostra Tiradentes como uma Mostra de vanguarda, porque almeja algo importante para a identidade do Brasil e para a identidade do cinema brasileiro. Ser premiado é uma felicidade e dá uma possibilidade muito grande para o filme circular.”
Frederico Machado – diretor “Lamparina da Aurora” e vencedor da Mostra Olhos Livres– MA

“Tiradentes foi o primeiro festival que eu participei na minha vida. Helvécio Ratton me chamou para vim fazer “Como onda no ar” e isso já tem 15 anos mais ou menos. De lá para cá, todos os filmes nossos passaram aqui, não só os que produzi, mas também os que eu dirigi. Têm curtas de animação, filmes para criança, filmes para adultos, então a Mostra virou para a gente, principalmente para quem é mineiro, uma vitrine e uma forma de lançar nosso cinema. É o primeiro festival do ano, marca o calendário, 20 anos ele solidificou a posição dele, que está muito clara e a importância dele. Principalmente para nós por ser uma janela de exibição e também uma janela de formação. Tenho muitos ex-alunos que trabalham junto comigo e que são oriundos de oficinas aqui. Estou terminando agora o documentário do Wilson das Neves e o montador é um ex-aluno meu de 15 anos trás. Acho genial isso, a pessoa deixa de ser aluno e vira um colega de trabalho.”
Guilherme Fiúza – cineasta – MG

“A importância desse festival é vital. A gente está num momento muito agudo em que demandas estão acontecendo e chegando a esses lugares de prestígio e estão sendo escutadas. Então dentro desse debate em que a gente fale de lugares confortáveis e faz questionamentos que já estão de alguma forma canalizados como adequados, mas sim de trazer provocações, de desestabilizar lugares, de fazer as pessoas pensarem o lugar que ocupa, o lugar de fala que ocupa, como é que elabora essa realidade é mais que fundamental, é imprescindível. Não tem como a gente avançar enquanto cinema se a gente não parar e olhar de forma frontal.Pra mim, a Mostra Tiradentes representa um lugar onde a gente pode chegar e observar o cinema brasileiro de forma ampla, mas também é um lugar em que me parece estar disposto a aceitar o dissenso. Muitas vezes, a gente viaja por lugares, por festivais que mostram ou dizem mostrar algum interesse pelo dissenso, mas de fato ele não é incorporado. Eu percebo isso desde 2010, quando passei a frequentar a Mostra, e eu posso falar de forma clara que a Mostra tem essa preocupação com o dissenso.”
Heitor Augusto –crítico de cinema – SP

“É um golpe de amor uma homenagem tão linda como essa da Mostra Tiradentes, tão carinhosa e isso pra mim tem um significado enorme e fico feliz por isso. Acho essa Mostra sensacional. Eu estive na quarta edição, então acompanhei muito bem. É só parabéns para a Universo Produção, uma produtora extraordinária, por essas pessoas que compõe a Universo Produção, pelo Cleber Eduardo que também significa muito para essa Mostra. É parabéns o tempo todo. Estou muito feliz! Sempre tive filmes exibidos na Mostra. Desde o quarto ano, nós tivemos filmes aqui recebidos maravilhosamente de Rogério Sganzerla, foram os filmes dele que nós trouxemos. E “Ralé” que também foi maravilhosamente recebido e “Copacabana Monamour”, que é um filme que tem tudo a ver com a modernidade, com essa consciência da modernidade, sobre gênero e sobre a mulher.Exibir meus filmes aqui é uma honra!”
Helena Ignez – atriz, produtora e diretora homenageada – SP

“É muito importante 20 anos e a Raquel salientou isso na abertura. O Mostra Tiradentes é um festival fundamental na medida em que os filmes selecionados e o perfil do festival dificilmente atinge as salas. Pelo contrário, ele atinge toda uma faixa de produção que tem uma extrema dificuldade de encontrar um público e nesse sentido Tiradentes é fundamental. A Mostra é sustentada por esses diretores que insistem produzir sem atingir o mercado.”
Jean Claude Bernardet – ator e crítico de cinema – SP

“A Mostra de Cinema de Tiradentes é um reflexo da diversidade do cinema brasileiro no seu viés mais experimental, no seu viés linguagem, de inovação. Esse festival deixa uma marca importante que é o aparecimento de jovens realizadores e também a diversificação da regionalização da produção. Então, se a gente ressalta algo do cinema brasileiro contemporâneo é essa quebra de eixo RJ/SP, e de repente você ter, especialmente nesse festival aqui, uma janela que projetou essa diversidade regional do cinema brasileiro feito em todo o Brasil. Isso é muito importante. Nessa renovação eu destaco a presença cada vez maior de mulheres realizadora, tanto diretoras, quanto mulheres na equipe.”
João Luiz Vieira – professor e crítico – RJ

“É uma alegria muito grande estar participando da abertura da Mostra de Cinema de Tiradentes. Eu que participei desde a primeira edição, como vereador dando suporte para que esse evento começasse aqui. Queria parabenizar o Quintino, a Raquel e todo o pessoal da Universo por esse importante evento que acontece na cidade, abrindo o calendário do cinema no Brasil. Para Tiradentes é muito importante, a Mostra traz entretenimento, alegria, cultura, despertando novos talentos não só aqui, mas também nas cidades vizinhas. Hoje, já temos filmes produzidos na cidade e na região de pessoas que fizeram oficinas na Mostra. Estamos muito felizes e que venham outros 20 anos. É uma honra para nós.”
José Antônio do Pacu – prefeito de Tiradentes- MG

“É um festival de formação e eu sempre quis estrear um filme aqui. Fiquei feliz com a seleção. O resultado de ter ganhado é catártico, estou absurdamente feliz. Com o prêmio, acho que o filme vai conseguir seguir um caminho e ter esse percurso, porque a gente faz filme para ser visto, e que bom que ele vai conseguir tomar essa força e fôlego para seguir por aí. O filme não contou com uma equipe tradicional. Foi uma equipe de mulheres que fez um filme praticamente sem grana. É um filme de guerrilha por trás e pra frente das câmeras e essa equipe acreditou muito e que bom que isso está na tela.”
Juliana Antunes – diretora de “Baronesa”- MG

“Só tenho a agradecer o festival. É uma Mostra super importante no país. Terem me escolhido e ao mesmo tempo tem uma coincidência muito linda, porque meu primeiro filme passou na primeira Mostra então eu também estou comemorando 20 anos e é uma oportunidade que eu tive de ter esse marco que eu nem tinha me dado conta. Vir até aqui e começar a repensar nessa trajetória e repensar todas as escolhas que eu fiz todos os caminhos que eu tomei e de reafirmar minha felicidade e meu compromisso com o fazer cinema. A Mostra é um evento muito contemporâneo, ela está sempre ligada ao que está acontecendo de novo e dando oportunidade para isso, para o autoral, para o radical, para a inovação e olhando o futuro. 20 anos de existência é a prova de como o nosso cinema é forte e um evento como esse só legitima isso.”
Leandra Leal – Atriz, produtora e diretora Homenageada – RJ

“O processo de curadoria é muito interessante, porque a gente recebe uma massa de filmes muito grande. Esse ano foram 770 filmes. Na medida em que a gente vai assistindo aos filmes, a gente vai encontrando elementos e agrupamentos e questões que vão aparecendo com mais freqüência. A curadoria é um ajuste de gostos e tendências, mas também uma resposta a que esses filmes estavam nos falando, quais as questões que estavam sendo colocadas naquele universo de curtas-metragens.”
Lila Foster – curadora de curtas da Mostra de Cinema de Tiradentes – SP

“A Mostra está em Tiradentes, e Tiradentes foi um homem resistente. A Mostra é parte dessa resistência, ela fez 20 anos atingindo a maioridade com responsabilidade. A Mostra escolheu por um cinema que faz pensar e isso é muito importante.”
Luiz Rosemberg Filho – diretor de “Gozo/Gozar” e “Guerra do Paraguay” – RJ

“A minha história e a história do Alexandre, que co-dirigiu o filme comigo se confunde um pouco com a história da Mostra Tiradentes. A gente já foi público, já fez oficinas, já tivemos com curtas, há dois anos viemos com um longa e ganhamos júri popular e agora esse ano, no 20º aniversário estamos na Aurora. Não poderia estar mais feliz. É uma Mostra importantíssima no cenário brasileiro e internacional, por ser uma janela importante, assim como outros eventos da Universo, como a CineBH. Estou muito feliz de estar aqui nessa comemoração e com filme na Aurora.”
Luiz Felipe Fernandes – diretor de “Eu não sou daqui” – MG

“A Mostra de Cinema de Tiradentes tem perfil. Ela apostou nos novos realizadores, ela foi buscar um cinema autoral, contundente, renovação de linguagem, e ao definir esse perfil, ela se tornou indispensável no panorama dos festivais brasileiros e serviu de janela de apresentação, de um conjunto de realizadores, de um conjunto de filmes para curadores de festivais internacionais, crítica brasileira, imprensa brasileira, para nós mesmos, realizadores e profissionais do setor, sabermos a força desses filmes vistos em conjunto. É uma Mostra extraordinariamente importante, e ter 20 anos faz toda a diferença porque ao acompanhar o conjunto da mostra nesses 20 anos, nós vemos como o cinema brasileiro foi se fortalecendo nesses últimos anos.”
Manoel Rangel – presidente da Ancine – DF

“A oficina de assistência de direção é uma oficina para formar ou iniciar a formação de pessoas que tem interesse de trabalhar nessa função, que é uma função com poucos cursos de formação técnica no Brasil. A gente tem muita coisa para roteiro, direção, fotografia, mas a assistência de direção ainda é pouco ensinada nas universidades. Essa oficina dá um estímulo de apresentar os principais instrumentos utilizados na função.”
Marcelo Caetano – instrutor da oficina “Assistência de Direção” – SP

“A Universo Produção conseguiu estabelecer em Minas Gerais uma referência para a indústria do audiovisual e para o cinema. Construiu três eventos que se complementam, e a gente identificou na Universo com esses três eventos, uma âncora para o programa de desenvolvimento do audiovisual mineiro. É um privilégio a gente valorizar aquilo que MG já conseguiu desenvolver, produzir e se mostra extremamente importante porque 20 anos é algo que não se pode deixar de reconhecer. A Codemig fez uma parceria dos três eventos, onde vamos patrocinar o Cinema Sem Fronteiras durante dois anos.”
Marco Antônio Castello Branco – presidente da Codemig – MG

“A Mostra a cada ano tem se mostrado mais organizada. Tem cinco anos que trabalho com a Mostra. Para nós comerciantes, ela acaba gerando emprego, aumentando o faturamento. É sempre bom ter esse evento aqui na cidade.”
Isabel Tostes – moradora e proprietária do restaurante Piu Sapore – MG

“Eu vejo essa Mostra um coisa muito particular. Uma Mostra só com filmes independentes e conseguir perpetuar durante duas décadas é uma vitória. É um privilégio para quem faz cinema ter um espaço como esse. A Mostra está caminhando com todos os filmes que estão sendo produzidos no Brasil.”
Melanie Narozniak – produtora do filme “O que nos olha” – PR

“A Mostra hoje é a coisa mais significativa que está acontecendo para quem pensa e para quem gosta e se preocupa com cinema. Eu acho que é um espaço que foi escolhido pela renovação do cinema brasileiro pelos jovens cineastas, mas não é conquista deles. A Mostra e sua curadoria fizeram isso, construíram. Isso é uma inteligência da Mostra. E principalmente também há hoje, pela persistência e pela consistência da permanência da Mostra, uma formação de plateia impressionante de gente que gosta de cinema que pensa, o cinema que se renova. Um cinema que se propõe pensar o país de formas, as pessoas e os brasileiros de novas formas, e assim sensibilizar o público com novas formas. Então, eu acho hoje a Mostra de Tiradentes o espaço mais importante de discussão de cinema no Brasil.”
Murilo Salles – diretor de “Nome Próprio” – RJ

“É a primeira exibição pública de Corpo Delito. Uma cidade que respira cinema, é muito bom estrear aqui. É um festival que tem uma visibilidade importante no país e tem essa disposição para o debate e isso é o que mais importa para nós diretores, poder debater o filme com o público e com a crítica e entender todo esse processo.”
Pedro Rocha - diretor de “Corpo delito” – CE

“Estar na Aurora tem um significado muito importante. Era o lugar que a gente queria estrear o filme. A gente respeita muito a Mostra de Cinema de Tiradentes, porque ele tem um foco no cinema crítico, cinema político e cinema anti-hegemônico.”
Renan Rovida – diretor de “Sem Raíz” – SP

“Estou achando a Mostra bem bacana. Tanto as discussões e questões políticas, como as questões relativas à presença da mulher. Essas questões estão me norteando e fazendo com que eu aproveite bastante toda essa efervescência de discussões, não só nas questões que estão sendo discutidas, mas também a parte estética que a gente percebe nos filmes, e que está sendo pautado de diferentes formas.”
Renato Silveira – jornalista – MG

“São Paulo é sempre muito bem recebido aqui em Tiradentes e isso aqui faz todo mundo querer vir para cá. Já estive aqui em edições passadas exibindo curtas e hoje eu vejo essa retrospectiva e vejo que já fiz muita parte desse festival. Fico super feliz por ter feito parte dessa história. A Mostra Tiradentes é um lugar para mostrar nosso cinema. É um dos poucos festivais brasileiros que tem toda essa preocupação com o curta-metragem de verdade, de mostrar a produção brasileira, de mostrar quem está chegando, de formar novos realizadores e de dar espaço também para os veteranos.”
René Brasil – direção de “Opala Azul Negão” – SP

“Essa mostra me formou como realizador. Venho aqui desde a segunda ou terceira edição. Vi muitos filmes nessa tela do Cine-Tenda e filmes que me marcaram profundamente. Estar aqui com meu primeiro longa-metragem é uma realização muito grande, uma felicidade exibir nessa tela que de alguma forma me formou como cineasta. Já a oficina é uma formação. Eu já fiz oficinas várias vezes aqui no festival. Lembro a primeira vez que vim fazer oficina aqui foi muito importante, é um momento onde as pessoas podem se encontrar e fazer relações para seguir trabalhando. Boa parte das relações que eu desenvolvi no cinema se veio por esses encontros dentro do festival. A Mostra tem essas características, a oficina principalmente, de intensificar um pensamento e a partir daí você encontrar pessoas para dialogar.”
Ricardo Alves Jr. – diretor de “Elon não acredita na morte” e instrutor da oficina “Direção de atuação para cinema” – MG

“O primeiro problema que os críticos argentinos têm é de achar que não se tem cinema no Brasil. Ao mesmo tempo, os filmes argentinos não estréiam no Brasil, somente as mais consagradas. Aquarius estreou na argentina, uma dos poucos filmes do Brasil que teve estréia por lá. Em princípio foi uma estréia boa, porque a Sônia Braga é uma atriz altamente reconhecida, então é isso que chega à Argentina: uma ou duas películas, porque não se tem ideia do cinema brasileiro. Um fenômeno como Aquarius provavelmente permite que algum outro filme apareça no circuito mais comercial. No cinema independente brasileiro destaco quatro ou cinco cineastas, um dos mais importantes para mim é o Adirley Queiróz. A Mostra de Tiradentes é um lugar de descobrimento de novos cineastas, todos passam por aqui. Bons filmes estão aqui, filmes que serão discutidas e que estão juntos com outras filmes, e que apresentam um paradigma diferente do cinema internacional e cinema latino americano, e que tem como última instância, uma zona de grande liberdade. Essa é uma experiência particular da Mostra Tiradentes, que é singularíssima. Não há outro lugar no mundo que tem uma programação tão interessante. O que tem aqui, não se vê em outro lugar.” 
Roger Koza – crítico e programador – Argentina

“Adorei a Mostra desse ano, porque os filmes trazem questões sociais importantes e um monte de gente assistindo e se engajando, principalmente nos bate-papos após a sessão. Esse envolvimento com o público que não é o que tradicionalmente vai ao cinema ou que vai aos debates no Yves Alves conversando com quem fez os filmes é maravilhoso e enriquecedor. Faz com que a gente sinta que as pessoas estão gostando cada vez mais do nosso cinema. Esse ano a Mostra está de parabéns, como sempre esteve, mas principalmente esse ano, por promover mais ainda essa aproximação de um público mais amplo com um pensamento sobre cinema. Isso é maravilhoso!”
Tatiana Carvalho – professora – MG

“Esse ano são três filmes em exibição, todos os três produzidos aqui em Tiradentes. Sou morador de São João del Rei e participo da Mostra já deve ter uns dez anos fazendo oficinas. A primeira vez que coloquei minha mão de fato numa câmera, foi durante uma oficina aqui na Mostra de Cinema, então isso pode ter despertado a curiosidade que eu fizesse jornalismo, que eu me interesse com imagem e trabalhasse com isso.”
Thiago Morandi – diretor de “Fé e religiosidade”, “Ora-pró-nóbis” e “Cruzes de Tiradentes” – MG

“A Mostra Aurora para a minha geração e para a geração de quem está começando a fazer filmes é o segmento mais importante do cinema brasileiro. É uma Mostra que os grandes da minha geração surgiram, como o Adirley Queiróz, Affonso Uchôa e Allan Ribeiro. É um lugar que começa a se encontrar toda uma nova geração de diretores que estão fazendo outro cinema. Então acho que a Aurora entra na história do cinema brasileiro no sentido de lançar muitos nomes importantes que estão chegando. A Mostra Aurora foi fundamental para o ‘Jovens infelizes’, porque é um filme difícil de circular, é um filme radical esteticamente e no seu discurso, então se talvez não estivesse em evidencia aqui na Mostra Tiradentes, esse filme não teria tido a repercussão que teve. A Aurora foi fundamental para que esse filme existisse. Já a Mostra Tiradentes como um todo, é sempre um lugar de encontro, um encontro de construção e de troca. Acho que a gente tem trocado muitas experiências aqui. Minha história passa muito pela Mostra, a primeira vez que eu vim foi como roteirista do Adirley no filme ‘A cidade é uma só’, que talvez tenha sido o primeiro momento que as pessoas talvez tenham passado a olhar para a nossa produção com mais atenção. Voltei com curtas-metragens, depois com meu primeiro longa, agora com meu segundo longa. A Mostra faz parte da minha vida como diretor de cinema.”
Thiago B. Mendonça – diretor de “Um filme de cinema” – SP